Ansiedade na adolescência, como lidar?

A ansiedade é um transtorno que vem tomando conta de grande parte dos adolescentes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país com maior número de casos de pessoas que sofrem com perturbações de ansiedade na América Latina. Parece bobagem esse tipo de transtorno ainda na adolescência, mas a ansiedade não tem idade certa para surgir.

Você sabe quais são os sintomas do transtorno de ansiedade? Nem todos são simples de identificar, mas toda ajuda é válida e os pais também podem ajudar nesse processo. Cuidar da saúde mental é essencial, principalmente na adolescência, fase em que, segundo dados da OMS, a maioria dos transtornos mentais não é diagnosticada nem tratada.

E, diante dos imensos desafios relacionados à saúde mental dos jovens é que propomos a leitura da publicação de hoje. Continue lendo e saiba um pouco mais sobre a Ansiedade na adolescência.

O que é ansiedade?

De acordo com a Associação Americana de Psicologia, ansiedade é uma emoção resultante do sentimento de tensão, pensamentos preocupantes ou mudanças físicas. A ansiedade atinge desde crianças até idosos, podendo manifestar-se pelas mais diversas razões e formas, demonstrando sintomas diferentes em cada um.

A ansiedade pode apresentar sintomas psicológicos, como estresse, medo, nervosismo. Mas também podem surgir sintomas físicos, como dores de cabeça ou no estômago, insônia, palpitações, suor e por aí vai. Os sintomas amenizam ou cessam, mas o cuidado e tratamento, dependendo do grau e/ou tipo, é essencial.

Você sabia que superproteção também pode causar ansiedade no futuro? Pois é isso que acontece quando passamos anos e anos protegendo de forma demasiada os nossos filhos. Mas isso não se trata de cuidados básicos, e sim de querer fazer tudo para eles. Acontece que, quando eles se veem frente à alguma situação nova, a qual nunca vivenciaram antes, a ansiedade tende surgir.

Quando o assunto é ansiedade, há vários tipos, sintomas e tratamentos. Confira a seguir!

Ensino Médio - do 1ª e 2ª séries

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Quais são os tipos de ansiedade?

A ansiedade na adolescência pode ter vários tipos, são eles:

Transtorno de Ansiedade de Separação

O adolescente começa a demonstrar medo de ficar sozinho, de despedir-se dos pais ou até mesmo de sair de casa. Muitas vezes, pode começar a mostrar-se preocupado com a saúde dos pais, a ter insônia e pesadelos. Isso acontece por várias razões e cabe aos pais, amigos e demais familiares respeitar o tempo de adaptação do jovem.

Transtornos de ansiedade de separação podem resultar em diversos sintomas, como:

  • chorar com facilidade;
  • reclamar com frequência;
  • falta de apetite;
  • não querer ir à escola;
  • querer falar com os pais frequentemente.

Transtorno de Ansiedade Social (fobia social)

O problema inicia quando o adolescente passa a sentir incômodo ao ter que socializar ou estar em lugares com mais gente. Começa então a se fechar e evitar locais que tenham a presença de outras pessoas.

Adolescentes com ansiedade social passam a evitar:

  • interações;
  • atender ligações;
  • utilizar ou frequentar locais públicos;
  • frequentar a escola.

Fobias específicas

O adolescente passa a ter preocupação com coisas ou situações em que o medo é maior que o perigo, como atravessar uma ponte, passar perto de algum animal, ficar em lugar escuro e outras. Quando precisam enfrentar o que temem, passam a ter enjoos, tremores, chegando a ter desmaios.

Perturbação de Ansiedade Generalizada (TAG)

Na TAG, o adolescente apresenta preocupação com coisas dos mais diferentes aspectos da vida e que são muito difíceis de se ter controle, como catástrofes naturais, doenças, opiniões alheias, segurança, etc.

Transtorno do Pânico

São casos que o adolescente tem picos de ansiedade, surgindo sintomas físicos e emocionais, como falta de ar, tonturas, enjoos, sudorese. O sentimento de pânico pode surgir por medo de morrer, de que algo ruim vá acontecer, de estar em locais apertados ou fechados, entre outros.

Quais os impactos da ansiedade na adolescência?

Há vários fatores que podem desencadear a ansiedade, degradando a qualidade de vida dos jovens. A pressão familiar, o ambiente escolar e a preocupação com o futuro, são grandes causadores da ansiedade na adolescência.

Muitas vezes, os motivos para o surgimento dos transtornos de ansiedade podem parecer pequenos, mas os impactos podem ser avassaladores. A queda do rendimento escolar é um deles. Segundo o psicólogo Philip Kendall, ter baixos níveis de ansiedade não é um sinal positivo. Assim como a ansiedade pode nos prejudicar, ela também ajuda, se moderada, a nos mantermos motivados.

Ela pode ser um agente tanto motivacional, quanto desmotivacional. Para perceber isso, basta pensar nas vezes em que finalizamos uma tarefa antes do prazo, só pelo medo de atrasar ou algo dar errado. Ou então, quantas vezes fomos realizar uma prova e acabamos tendo um “branco” da matéria. Tudo isso é a ansiedade agindo.

Já quando o nível de ansiedade é muito alto, a chance de ocorrer uma interferência é alta. Ou seja, o ideal é ter o nível de ansiedade moderada.

Sinais de que seu filho está ansioso

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, um em cada cinco adolescentes enfrenta desafios de saúde mental. A instituição estima que metade de todas as doenças mentais começa aos 14 anos.

Diante desse quadro assustador, o diagnóstico precoce é fundamental para que o acompanhamento psicológico possa inibir os impactos do transtorno de ansiedade na vida de nossos filhos. Quando as crianças e adolescentes estão ansiosos, há sintomas que podemos identificar. São eles:

  • inquietação;
  • roer unhas;
  • falta de concentração;
  • dor de cabeça;
  • estar alerta o tempo todo;
  • pensamentos negativos.

Dicas para lidar com a ansiedade na adolescência

Incentivar a prática de exercícios: Praticar exercícios é uma excelente atividade em qualquer idade e que possui uma variedade de benefícios e, dentre eles, está o combate da ansiedade;

Veja um post especialmente sobre o Incentivo à prática de esportes para as crianças

Cuidar da alimentação: Alimentar-se bem é nutrir o corpo e a mente. Principalmente para pessoas que costumam descontar a ansiedade nos alimentos. A alimentação saudável auxilia num melhor funcionamento do corpo, influenciando até em nossa concentração. Ter um cuidado diário ou uma rotina alimentar é muito importante;

Confira aqui um post sobre a alimentação saudável para os filhos!

Ter paciência: Cada criança tem seu tempo de adaptação e entendimento de como a ansiedade age em seu corpo e mente. É normal ficarem mais irritáveis ou de mau-humor. Ter paciência com o comportamento do adolescente é essencial. Caso contrário, o nível de ansiedade pode até mesmo aumentar;

Respeitar: Ter respeito pelas limitações de seu filho é imprescindível. Se ele tem medo de algo, procure mostrar que não há perigo. Caso o medo persista, respeite! Tudo tem seu tempo. Fazer o que for possível para ajudar é a melhor solução, mas sem forçar nada;

Tratamento: Como você pode ver, há níveis de ansiedade que a melhor saída é a realização de um tratamento, seja por acompanhamento psicológico, meditação ou, em níveis mais altos, por medicação. Tratar a ansiedade é de extrema importância, pois ela influencia demais em nossa vida. Sem o tratamento adequado, os sintomas podem ser agravados, podendo desencadear transtornos mais extremos, como a depressão.

A ansiedade deve ser tratada independente da idade. Quando se trata de ansiedade na adolescência, é preciso atenção redobrada, afinal, os jovens encontram-se em fase de desenvolvimento. Mas, caso não seja tratada, futuramente os sintomas e consequências podem ser muito piores.

Logo, recomenda-se muita atenção aos possíveis sintomas, afinal, a saúde mental de nossa família é algo que merece total atenção. E lembre-se: qualquer diagnóstico somente pode ser estabelecido por um profissional especializado e que a automedicação pode trazer riscos para a saúde de seu filho/família. Em caso de dúvidas ou necessidade de ajuda profissional, consulte um psicólogo e/ou psiquiatra.

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09/10/2019
Jade Zart